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  Com meio século de história a Sociedade dos Engenhos da Calheta, Lda. é um dos mais antigos engenhos existentes na ilha da Madeira.
 
 
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        A cultura da cana de açúcar é sazonal e a fábrica labora uma vez por ano, logo a seguir à Semana Santa e o tempo de duração da laboração é um mês, aproximadamente.

       A cana de açúcar é cultivada e utilizada industrialmente já há muitos séculos. A sua existência é assinalada na China e na Índia em 6.000 A. C. e no Hawai e Tahiti entre 500 a 1.100 A.C..

        A utilização da cana de açúcar na alimentação humana remonta a 3.000 A.C., na Índia, sendo reportada a  a existência do açúcar pelos soldados de Alexandre o Grande em 325 A.C..

       Foram os Árabes que difundiram o cultivo da cana de açúcar no Médio Oriente, Cecília, Espanha e Marrocos.

        Cristovão Colombo, na sua segunda viagem, leva a cana de açúcar à ilha hoje denominada República Dominicana e a cultura desenvolveu-se entre 1500 e 1600 na maior parte dos países tropicais da América.

        A cana de açúcar é uma cultura predominantemente de regiões tropicais e de numerosas zonas subtropicais, sendo que o limite norte engloba a Madeira.

         Na Ilha da madeira a cana de açúcar foi introduzida em 1425 vinda da Sicília. As primeiras plantações foram feitas na zona baixa do Funchal (no local onde hoje se situa a Sé Catedral) mas rapidamente se propagou para toda a costa sul e algumas zonas da costa norte da Ilha. Mais tarde, através da Madeira, a cana sacarina propagou-se às Ilhas Canárias, Cabo Verde, são Tomé e príncipe, Angola e Brasil.

         A construção do primeiro engenho para o fabrico de açúcar remonta a 1452.

          A Madeira através da cana de açúcar e da produção de açúcar viveu a partir do século XIX da sua riqueza e deu-se a conhecer nas principais casas reais e nobres da Europa pela qualidade e raridade do açúcar produzido.

           As profundas transformações sociais e tecnológicas ocorridas no Mundo e reflectidas na Madeira conduziram, inevitavelmente a uma menor dependência do sector primário da produção e valorização social pelo que hoje a cultura da cana, produzida em pequena escala, destina-se exclusivamente à produção do rum (conhecido localmente por aguardente de cana) e do mel de cana, matéria prima para os afamados bolos de mel da Madeira e utilizado em saborosas e tradicionais doçarias da Ilha.

          Das 48 unidades industriais existentes em 1939 actualmente só existem 4, sendo que uma só produz mel de cana.

 
     
 
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